Quando o assunto é hipnose, a primeira imagem que logo nos vem à cabeça é a de um programa qualquer de televisão em que alguém balança um pêndulo na mão e diz a uma pessoa escolhida na plateia para olhar fixamente para seus movimentos. Depois de teoricamente hipnotizada, essa pessoa segue sugestões ordenados pelo hipnotizador. Conseguiu visualizar? Mas, afinal de contas, é mesmo possível hipnotizar alguém? A hipnose realmente funciona?
Na realidade, a hipnose é um fenômeno natural da nossa mente. Quando lemos um livro e nos desligamos do resto dos estímulos do ambiente, por exemplo, estamos hipnotizados pela leitura. Assim, em uma sessão de hipnose, o cliente é levado a relaxar — seja com a fixação da atenção em um objeto, como no método do pêndulo oscilante, ou com a própria voz do hipnotizador.
Durante o transe hipnótico, a pessoa não está dormindo, como pode parecer a princípio. Muito pelo contrário! Esse é um momento em que, por meio de uma indução, o indivíduo direciona seu foco, realmente concentrando seus pensamentos, o que leva a uma intensificação da atividade cerebral. Mas para que serve esse procedimento? Pois é o que você vai descobrir no post de hoje! Então confira:
A hipnose realmente funciona?
Durante o transe hipnótico, o cérebro apresenta alta atividade psíquica, o que provoca importantes reações cerebrais. Um dos fenômenos ocorridos nesse momento é o aumento na produção de neurotransmissores — como a serotonina e a noradrenalina, por exemplo — responsáveis pela sensação de bem-estar e por estímulos ao fortalecimento do sistema imunológico, levando a uma significativa melhora de várias doenças. Então a resposta é, mais que comprovadamente, sim, a hipnose funciona — e muito bem, diga-se de passagem!
O que acontece em uma sessão?
No ambiente do consultório, em um contexto de confiança e confidencialidade, o transe hipnótico é instigado pelo terapeuta, o que leva o cliente a uma concentração profunda sobre o que é dito. Esse cliente torna-se, assim, receptivo às sugestões previamente acordadas com o terapeuta em função do objetivo pretendido com aquele tratamento. Tudo isso com o mais perfeito controle por parte do profissional.
Em que casos a hipnose pode ajudar?
A hipnose vem sendo usada, cada vez mais, para tratar diversos problemas de saúde. Mas é bom ressaltar que esse é um tratamento complementar à abordagem médica, sendo muito utilizado para tratar fobias — como o tão comum medo de andar de avião ou de falar em público, por exemplo, obtendo-se ótimos resultados.
Ultimamente a hipnose tem sido utilizada com resultados extremamente positivos em modificações de comportamento desejadas pelo cliente. Como exemplos podemos citar a busca pelo abandono do hábito de fumar, o controle da ansiedade e do peso. Além disso, esse procedimento ainda ajuda pessoas com dificuldades de aprendizagem e dependentes de drogas e álcool. Pode ser utilizado também em casos de dor crônica e insônia.
Agora que você já sabe como, por que e para que a hipnose funciona, que tal experimentar esse tratamento? Marque um horário agora mesmo!
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Uma resposta
Boa tarde,
Há muito tempo que a hipnose desperta a minha curiosidade. A primeira vez que tive contacto com ela foi há muitos anos, num espetáculo numa vila alentejana. Eu próprio, com dois ou três amigos, fui, a pedido do hipnólogo, buscar uma pedra ao castelo — tinha de ser grande. Só no final do dia percebi a utilidade da pedra.
Um voluntário (hoje o barbeiro da vila) subiu ao palco e foi hipnotizado. Ao lado dele estava a tal pedra e um maço de cigarros. Para resumir: o barbeiro conseguia levantar a pedra sem esforço, mas não conseguia levantar o maço.
Isto foi há muito, muito tempo — cerca de 50 anos.
Hoje, com 63 anos e reformado por invalidez, sinto que a vida deixou marcas físicas e emocionais, bem como questões por responder.
Houve um tempo em que me zanguei com Deus (o Deus católico). Anos mais tarde, perguntei-me se Ele não escreveria por linhas tortas.
Não acredito em Deus, acredito no Homem e na ciência. Mas será que a ciência sabe tudo? Creio que não. A morte traz o fim de tudo? O meu lado racional diz que sim, mas o pouco que me resta de dúvida leva-me, por vezes, a perguntar: “E se?”
E se o Homem for mais do que esta vida?
Há um lugar, na mesma vila, onde sempre que estou, sinto que faço parte dele — como se já tivesse estado ali noutra vida.
Encontro-me numa fase da vida como que adormecido. Limito-me a existir, sem grandes ondas, mas refletindo sobre no que me transformei e porquê.
Pergunto-me se as coisas de que não gosto em mim terão sido fruto de traumas de infância ou apenas das escolhas que fiz ao longo da vida.
Gostaria de saber qual é a vossa disponibilidade para uma consulta.
Com os melhores cumprimentos,
António Barreto