Conheça os tipos de fobias mais comuns no mundo e como se livrar delas

Começa de repente: um sentimento incontrolável de pânico, terror e ansiedade intensa. As palmas das mãos suam, o coração bate mais forte e fica difícil até de respirar. As pernas tremem e o corpo se prepara para enfrentar ou fugir do grande perigo à frente, mesmo que esse perigo seja uma simples barata. Assim são as fobias: medos irracionais e incontroláveis, seja de um objeto, um animal ou uma situação que geralmente não representa perigo real. Você conhece as fobias mais comuns?

Diferentemente da ansiedade natural ou do medo comum, que é uma reação a uma ameaça ou situação de perigo, a fobia muitas vezes é incoerente, uma reação exacerbada que provoca consequências físicas e psicológicas e pode comprometer seriamente a qualidade de vida das pessoas. Quer saber mais sobre os tipos de fobias mais comuns e como é o tratamento? Então confira:

Como surgem as fobias?

Apesar de não terem uma causa determinada, as fobias podem estar relacionadas ao histórico familiar — com influência de fatores genéticos — ou a traumas e dificuldades enfrentadas ao longo da vida. Muitas fobias inclusive têm início na infância, durante eventos traumáticos que se estendem até a fase adulta. Uma criança que foi mordida por um cachorro, por exemplo, pode desenvolver uma aversão intensa a esses animais. Pessoas que passaram por situações difíceis, como ficar preso em um elevador, podem evitar lugares fechados, com receio – mesmo que inconsciente – de reviver a situação.

E quais são as fobias mais comuns?

fobias mais comuns

Algumas das fobias mais comuns atualmente são:

  • medo de altura (acrofobia)
  • medo de lugares cheios e multidões (agorafobia)
  • medo de aranhas (aracnofobia)
  • medo de baratas (catsaridafobia)
  • medo de cachorros (cinofobia)
  • medo de lugares fechados, como elevadores ou aviões (claustrofobia)
  • medo de escuro que persiste após a infância (escotofobia)
  • medo de falar em público (glossofobia)
  • medo de sangue (hematofobia)
  • medo de dentistas (odontofobia)

Existem ainda fobias mais raras e um tanto quanto inusitadas, como o medo de bonecos de ventríloquo (automatonofobia), de palhaços (coulrofobia), de galinhas (alectorofobia) e até de banho (ablutofobia).

Fobia tem cura?

É possível conviver com uma fobia por toda a vida, mas se ela não for tratada, o medo pode trazer consequências sérias para a qualidade de vida da pessoa, afetando o trabalho, o convívio social, as amizades e até a vida familiar. O tratamento das fobias pode incluir:

  • Terapia cognitivo-comportamental: envolve expor a pessoa ao objeto do seu medo, de forma gradual e controlada, para se tornar natural;
  • Hipnose: consiste em enfrentar a situação que gera medo dentro do transe hipnótico, associando o objeto da aversão a um estado de tranquilidade para reverter o quadro;
  • Medicamentos: controlam a ansiedade e ajudam no gerenciamento dos sintomas físicos de vários tipos de fobia.

Muitas vezes o tratamento das fobias envolve a programação neurolinguística até que o paciente sinta mais confiança para enfrentar seus medos de forma definitiva.

Quando a fobia ultrapassa os limites de um medo comum e começa a oferecer transtornos à vida da pessoa, é indispensável buscar ajuda e iniciar um tratamento, de forma a evitar que a fobia se desenvolva e cause consequências mais graves, como isolamento social, depressão, dependência química, alcoolismo e transtornos de ansiedade.

E você, do que tem medo? Comente aqui e nos conte!

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