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Medicamentos Ansiolíticos: O que são, como funcionam e quais os mais usados?

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Medicamentos Ansiolíticos: O que são, como funcionam e quais os mais usados?
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Medicamentos ansiolíticos, uma saída cada vez mais fácil, rápida e preocupante.

Chamamos de ansiedade o que acontece com o corpo quando a mente se preocupa. E nós estamos cada vez um pouquinho mais preocupados com o mundo a nossa volta, não é? Isso é normal e faz parte da nossa civilização moderna. Esse ar de preocupação geral torna cada vez mais importante sabermos diferenciar a preocupação normal de preocupação patológica.

Os ansiolíticos, chamados também de tranquilizantes ou calmantes, são medicamentos utilizados em problemas de ansiedade patológica. É a ansiedade patológica que desenvolve quadros prejudiciais à vida social do indivíduo, como fobias e pânicos, gerando a necessidade de acompanhamento médico. Aí é que está o problema, falta de acompanhamento médico. As crises de ansiedade fisiológica ou situacional não devem ser tratadas com ansiolíticos, porém não é isso que acontece. Há um aumento crescente de receituários médicos constando esses remédios para momentos de crise situacional geradas pelo também exacerbado nível de estresse comum da vida moderna.

 

Qual é a diferença entre ansiedade patológica e situacional?

Essa pergunta já foi respondida mais detalhadamente no texto que explica o que fazer durante uma crise de ansiedade. Mas, basicamente, na ansiedade patológica existe uma condição de limitação nas atividades do dia-a-dia de uma forma muito presente. Condição que é muito diferente da de passar uma semana nervoso por uma entrevista de emprego, o que seria um exemplo de ansiedade situacional. Já na patológica, a ansiedade é levada a limites tão extremos que podem gerar o pânico. Os sintomas físicos e psicológicos são tão intensos que a pessoa pode pensar que vai morrer a qualquer momento.

É comum que alguém que esteja em uma situação de estresse por causa de um motivo específico fique muito assustado com os sintomas físicos da ansiedade. O que as leva a procurar um médico. Uma vez na consulta presencial e única, o contexto não pode ser avaliado pelo profissional, que identifica os sintomas de ansiedade e acaba receitando um ansiolítico.

 

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O que acontece no seu cérebro no efeito do calmante?

Quando ingerido, com um grupo de substâncias chamadas de benzodiazepínicos, o ansiolítico inibe diversos sistemas de neurotransmissão. E essa diminuição de sinapses funciona como um depressor do sistema nervoso central. Mas você sabe como isso acontece de verdade?

Bom, nosso corpo é um amontoado de células que se comunicam. Essa comunicação é feita através das suas extremidades e acontece em uma determinada velocidade. Dentro do cérebro não é diferente, existe também uma certa velocidade de comunicação realizada pelos chamados neurotransmissores, e ela equivale a 10 vezes a velocidade das células comuns.

Quando a comunicação entre as células do cérebro estão acontecendo no tempo esperado para elas, a nossa percepção a respeito da realidade está normal, certo? É quando estaremos cientes dos nossos ecossistemas emocionais, corporais, familiares e sociais. Esse entendimento completo permite que a pessoa identifique até as coisas “ruins” que poderiam estar influenciando a sua vida, permite que, se esses ecossistemas estiverem com problemas, ela os perceba e sinta. Quando o ansiolítico é inserido nesse sistema, tudo muda!

O Efeito do Ansiolítico

Agora que você já entendeu que existe uma qualidade de comunicação entre células estimada para que o seu cérebro tenha uma percepção normal da realidade, vamos supor que alguém, no seu estado normal, identifique um problema em algum desses ecossistemas, introduzindo uma solução. Quando o problema é de cunho social/sentimental, é que surge a opção de um ansiolítico. O que as pessoas não sabem é que o ansiolítico não vai amenizar o problema percebido, ou fazer com que esse indivíduo lide melhor com ele. Na verdade, esse medicamento irá fazer com que a pessoa reduza a sua percepção da realidade. Isso acontece porque o ansiolítico faz com que a velocidade de comunicação das células do cérebro se reduza de 10x para 4x.

 

No princípio era o sono: Efeitos práticos do ansiolítico.

 

Quando se usa?

Esses calmantes derivados do benzodiazepínicos são drogas sintéticas mas outros tipos de depressores também podem ser encontrados de forma natural, em plantas. Eles vêm sendo utilizados através dos tempos para provocar um efeito de relaxamento. Atuando como um equilibrista nas atividades do sistema nervoso central quando há sensação de muito estresse.

Em relação ao uso desses medicamentos associado a outros, existem várias práticas. É muito comum que a ansiedade esteja vinculada a outros “transtornos” psicológicos, então o desfecho lógico é que haja associação de benzodiazepínicos com antipsicóticos. Porém, há também a possibilidade de que eles sejam utilizados em tratamentos de dependentes, como alcoólatras.

 

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Tendo como seus principais efeitos imediatos:

Curto Prazo

  1. Diminuição do estado de alerta do sistema nervoso central redução da ansiedade e medos;
  2. Indução de sono;
  3. Relaxamento muscular;
  4. Permissibilidade à situações rotineiras;
  5. Diminuição da concentração;
  6. Lentidão nos reflexos e pensamentos.

Longo prazo

Ansiolíticos atuam no sintoma da ansiedade e não na sua causa. Podemos até compará-los com um antitérmico, que regula a temperatura mas não combate a infecção. O fato dos sintomas da ansiedade serem muito incômodos faz com que a tendência a dependência psicológica e física nesse fármaco seja grande. Uma vez que, quando há interrupção do medicamento, o indivíduo sente uma espécie de choque de realidade. O que prejudica o bom funcionamento da sua faculdade mental a respeito da percepção do que acontece em sua volta. Algumas pesquisas demonstram até associação de uso prolongado de ansiolíticos com o surgimento do mal de Alzheimer em idosos. Para evitar esses problemas, é necessários estabelecer um tempo de tratamento e retirar a medicação de forma gradual.

 

Os principais riscos a longo prazo são:

  1. Maior possibilidade de desenvolvimento de crises no ecossistema do paciente;
  2. Maior associação de doenças neurológicas na velhice;
  3. Gradual falta de capacidade de velocidade de sinapses;
  4. Alterações brutais no estado emocional.

Um acalma, o outro agita: Ansiolíticos e Antidepressivos são a mesma coisa?

A cultura da automedicação e da prescrição indiscriminada somada ao aumento real de casos de “disfunção psicológica” facilitam o abuso dos ansiolíticos. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), esse tipo de medicamento teve um aumento percentual de vendas de 110% desde do ano de 2015 para o de 2016. Perdendo apenas para os analgésicos e antidepressivos.

Mas muitas pessoas entendem que antidepressivos e ansiolíticos produzem o mesmo efeito no nosso corpo. Essa informação, além de estar equivocada, é muito perigosa. Eles até podem ter pontos em comum, como a tentativa de estabilizar algum processo que prejudica a qualidade de vida, mas não são drogas do mesmo tipo e possuem focos de atuação diferentes no nosso corpo.

 

Como agem os antidepressivos

Os antidepressivos também atuam nos mensageiros do cérebro, os neurotransmissores, uma vez que neurotransmissores são importantes peças de regulação do sono, libido, apetite, humor, e outras “vontades” humanas. Mas no quadro de transtorno depressivo, é comum que pacientes apresentem alguma disfunção hormonal que prejudica a comunicação ou produção de alguma reação no corpo. Dentre as produções prejudicadas estão a serotonina, noradrenalina ou dopamina.

Sendo assim, os antidepressivos agem aumentando a disponibilidade desses neurotransmissores, enquanto ansiolíticos fazem com que eles fiquem mais lentos na produção de hormônios.

 

Ansiolíticos mais comuns e seus nomes comerciais

Pessoas que utilizam fármacos para controle de uma condição psicológica, sabem o quanto é comum tentar mais de um tipo de remédio. Assim como também são regulares as alterações das doses no consumo. Isso acontece porque os sintomas de “distúrbios psicológicos” são variáveis e o incômodo percebido pelas pessoas a respeito deles também. Logo, pode ser que a insônia causada pela ansiedade afete mais, no âmbito social, a um idoso do que a um jovem. Por outro lado, os lapsos de memória, por exemplo, são muito mais preocupantes no caso de pessoas em idade avançada.

 

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A busca por reações diferentes do remédio para que ele se adeque ao ecossistema do paciente pode ser longa. Os ansiolíticos mais utilizados pela população em geral nessa procura são:

Benzodiazepínicos: A família dos Pam

Esses são os mais comuns atualmente. Eles agem sobre a produção de substância GABA e seus efeitos e duração podem ser muito variáveis de acordo com a substância ingerida. Dos de duração mais curta até os mais fortes os mais conhecidos são, respectivamente:

  1. Bentazepam (efeitos até 8 horas);
  2. Lorazepam (de 8 à 24 horas);
  3. Bromazepam (de 8 à 24 horas);
  4. Rivotril ou Clonazepam (de 8 à 24 horas);
  5. Diazepam (mais de 24 horas);
  6. Clordiazepóxido (mais de 24 horas);
  7. Medazepam (mais de 24 horas).

Barbitúricos: Os “tals” perigosos, mas mais eficazes

Os únicos medicamentos existentes antes dos benzodiazepínicos, essa família de fármacos é muito perigosa por conter ácido barbitúrico. Substância que gera uma alta dependência psicológica por ter um funcionamento de restrição completa. Ela impede que haja fluxo de sódio para os neurônios, assim se mantendo sempre no limite entre a dose normal e a letal. Atualmente seu uso é restrito apenas para o uso em cirurgias ou tratamento de convulsões, os mais comuns são:

  1. Amytal (Amobarbital);
  2. Gardenal (Fenobarbital);
  3. Nembutal (Pentobarbital);
  4. Alurete (Aprobarbital);
  5. Butisol (Butabarbital).

Ansiolíticos naturais

Muitas substâncias fabricadas em laboratórios são inspiradas em reproduzir sensações já experimentadas pelos seres humanos através da natureza. Isso não é diferente com os ansiolítico. Existem várias plantas que podem produzir o mesmo efeito relaxante e servem como alternativa à quadros mais leves de ansiedade.

Esses tipos de planta podem oferecer riscos e efeitos colaterais. Embora elas possam ser consumidas por qualquer pessoa, esses riscos se apresentam caso haja alergia a planta no chá ou substância gerada na ativação através da fervência.

 

Algumas opções de chás calmantes são:

  1. Chá de Camomila;
  2. Chá de Passiflora;
  3. Chá de Erva-Cidreira;
  4. Chá de Lúpulo.

 

Sendo a ansiedade um dos maiores problemas de saúde atuais, que apresenta números tão preocupantes, é necessário entender como os medicamentos disponibilizados atuam em nosso organismo. Para que assim, saibamos como podem nos beneficiar ou provocar sérias complicações.

 

Diante dos sintomas de ansiedade, ou de qualquer outro transtorno, busque sempre orientação médica.

 

Esse texto representa um material didático que tem como único objetivo levar informação a possíveis formadores de opinião e responsáveis pela saúde mental e física das pessoas. Comportamentos prejudiciais como esse são assuntos de saúde pública e devem ser tratados como tal, com a seriedade necessária para que consigam ser identificados por pessoas capacitadas. Se você está precisando de ajuda ou se conhece alguém que queira ajudar, procure um profissional qualificado em sua região. Em caso de urgência e risco de vida, o Centro de Valorização da Vida (CVV) fornece atendimentos rápidos pelo site www.cvv.org.br e telefone, discando 141. Buscar ajuda é sempre a melhor opção.

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