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Hipnose Não-Verbal: Uma conexão profunda com sua memória corporal

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Hipnose Não-Verbal: Uma conexão profunda com sua memória corporal
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A hipnose está ligada ao uso correto de algumas palavras significativas. Agora, estudos demonstram que apenas uma pequena parte da comunicação acontece dessa forma. É assim que a hipnose não-verbal se sobressai. Entenda:

A hipnose não-verbal é o tipo mais antigo de hipnose e ainda é pouco conhecida na maioria dos lugares. O motivo é a forte ligação dessa técnica com comunidades herméticas de tradição no sacerdócio. Ou seja, que praticam a transmissão de conhecimento somente de mestre para aprendiz. Essa realidade está mudando e muitos profissionais comprometidos com a ciência apareceram. Ainda há muito o que se aprender e explicar.

A hipnose não-verbal tem ligação com o movimento do corpo. Por isso ela estabelece desde sempre uma relação com algo que é muito particular de todas as formas de vida. É a necessidade de expressão interior. Nós podemos identificar a comunicação corporal em todos os bichos. Nos vários movimentos que os cachorros fazem com o rabo para expressar seus “sentimentos”. Ou nas danças/rituais de acasalamento bizarros. E é esse link direto com a evolução que faz com que a indução ao transe na hipnose não-verbal não dependa diretamente da colaboração do sujeito, porque ela é instintiva. O Hipnólogo que utiliza essa técnica aprende a identificar e fundir movimentos corporais evolutivos dos seres humanos com o nosso particular senso de consciência. É possível despertar memórias do corpo que vão ou ativar ou reduzir funções cerebrais diferentes. O que explica porque o transe é tão forte, especial e curioso. Para entendermos mais sobre o que é hipnose não-verbal, precisamos estar conscientes da importância comunicativa de algumas posturas. Precisamos saber que, por hipnose ser comunicação, todas as bases da comunicação não-verbal também são utilizadas nesse tipo de hipnose.

A comunicação

A comunicação é um processo de interação no qual compartilhamos mensagens, ideias, sentimentos e emoções. Elas podem – ou não – influenciar o comportamento das pessoas. Essas pessoas, por sua vez, reagirão a partir de suas próprias crenças, história de vida e cultura. O processo de interação pode ser realizado através do verbal e/ou do não-verbal. Comumente, a comunicação verbal exterioriza o ser social enquanto a não-verbal o ser psicológico. De uma forma geral, nós atribuímos maior importância à comunicação verbal que acontece através da fala ou escrita. E isso é extremamente normal se considerarmos a forma com que vivemos. Mas, por outro lado, faz com que não percebamos que a nossa espécie tem muito mais tempo de existência anterior ao desenvolvimento de qualquer linguagem verbal. Isso significa que o homo sapiens sempre se comunicou, mas tem mais experiência em se comunicar com grunhidos e gestos.

Alguns cientistas da linguagem multissensorial ou não-verbal defendem que as palavras não são um fator que facilita a comunicação. Para eles, ocorre o contrário. Porque se pararmos para pensar, pouco do significado social de qualquer interação corresponde às palavras pronunciadas. Fato que remete à fala do cientista, Giancarlo Russo “o homem é um ser multissensorial que, de vez em quando, verbaliza”.

As bases do não-verbal

A comunicação não-verbal exerce fascínio sobre a humanidade desde seus primórdios. Envolve todas as manifestações de comportamento não expressos por palavras. Gestos, expressões faciais, orientações do corpo, relação de distância entre os indivíduos e, ainda, organização dos objetos no espaço. Definida como qualquer ação ou processo que expresse significado para as pessoas, a comunicação não verbal é considerada uma das mais verdadeiras. Por isso, mais poderosas. O motivo é de apresentar a característica de ser pouco controlável pelo consciente dos emissores. E de ser capaz de transmitir indícios de como esse Eu que está comunicando se enxerga em determinado espaço.

Existem bases para o estudo para a comunicação não verbal. Essas bases representam comportamentos multissensoriais que todos reproduzimos porque estão diretamente ligados nossa memória corporal ou evolutiva. São elas:

Paralinguagem

A paralinguagem é um conceito que se aplica às modalidades da voz e suas modificações em altura, intensidade, ritmo e etc. Essas modificações fornecem informações sobre o estado afetivo do locutor, assim produzindo reações ligadas a esse estado. A paralinguagem se mostra quando você faz voz aguda para falar com crianças e cachorros, é ela a explicação de porque a sua irmã tem “vozinha” pra falar com o namorado. Todo mundo, em algum momento, já afinou a voz para mostrar carinho e tentar criar laços, certo?

O uso correto da paralinguagem dentro da hipnose não-verbal pode oferecer o pontapé inicial para a indução. Um hipnólogo que trabalha com essa linha consegue extrair informações através das respostas dos sujeitos para grunhidos. Como altos ou baixos e agudos ou graves.

Proxêmica

Proxêmica é o estudo das relações de proximidade e distância entre pessoas e objetos durante as interações humanas. Ela pode estudar desde a distância que as pessoas mantêm quando interagem até a presença ou ausência de contato físico. Está diretamente ligada ao uso do espaço como lugar de convivência. Um exemplo estudado pela proxêmica e frequente no nosso dia a dia é a tendência que temos em nos aproximar fisicamente de quem temos contato íntimo. Por outro lado, ficamos incomodados quando há uma aproximação estreita com pessoas que não conhecemos. Isso explica porque estar em um elevador cheio é tão estranho.

É utilizada para identificar se o sujeito se afasta ou se aproxima do hipnólogo durante os momentos de contato. Assim como para qual direção ele tende a cair no momento do transe. Todos esses sinais são observados e significam algo importante para o hipnólogo.

Tacêsica

A base tacêsica é definida como a linguagem do toque e muito utilizada por profissionais da área da saúde como uma forma de estreitar os laços com seus pacientes. Isso se dá porque o tato, junto com o olfato, é a primeira forma de reconhecimento espacial que temos, o que indica que muitas das nossas memórias primitivas e corpóreas estão profundamente enraizadas com esses sentidos.

Um exemplo dos sinais que podem ser obtidos através da análise tacêsica em uma sessão de hipnose não-verbal é se o sujeito tem alguma reação ao toque do hipnólogo, caso não, isso sugere uma aceitação ao processo e confiança no profissional. (Tendemos a recuar quando somos tocados por pessoas em quem não confiamos)  Outro exemplo, agora não de análise de resposta à aproximação mas sim de resposta a indução, é a forma com que o hipnólogo toca em determinados lugares do corpo do sujeito… O toque no pulso dominante, por exemplo, transmite uma sensação de segurança em homens que ficam mais sujeitos ao transe depois que esse contato acontece.

Cinésica

A cinésica integra o campo de todos os movimentos corporais. Ela entende que nenhum movimento ou expressão corporal é destituída de significado no contexto em que se apresenta. Sua análise estende-se por cinco áreas de estudo que são: o contacto visual,  os gestos, as expressões faciais, a postura e os movimentos da cabeça. É a cinésica que, de certa forma, reúne todas as outras bases de estudo da comunicação multissensorial.

A cinesica estuda, por exemplo, o fato de demonstrarmos expressões faciais diante das emoções até quando estamos sozinhos… você já parou pra pensar porque isso acontece? Teorias da comunicação não-verbal entendem que é porque nós expressamos não só para os outros mas para que o nosso cérebro entenda nossas próprias emoções e consiga lidar com elas. Essas demonstrações externas, por exemplo, são muito úteis para hipnólogos não-verbais quando o sujeito já está em transe.

A hipnose não-verbal e as bases da comunicação multisensorial

Dave Elman, o criador das técnicas de indução mais rápidas (induções de choque) definiu a hipnose como “o desvio do fator crítico e a instalação do pensamento seletivo”, e com isso tentou explicar que a indução seria nada mais que a permanência de uma ideia, que ultrapassou o fator crítico, dentro da consciência do sujeito. Nesse caso, essa ideia poderia alterar a forma com que esse sujeito enxerga a realidade, afinal é para isso que serve a comunicação.

Os hipnólogos que utilizam a comunicação não-verbal nos processos de transe, consideram a definição de Elman muito útil, mas preferem, em vez de dizer, “desvio do fator crítico”, dizer “contorno do esquema normal de referências e reações de uma pessoa”. E isso faz muito sentido… Porque quando estamos em um ambiente em que não sabemos como agir adequadamente, por exemplo, nós captamos cada sugestão que recebemos do ambiente e muito rapidamente adotamos novos esquemas de ação e comportamento. É normal a gente ficar um pouco mais quieto em um local onde todos são estranhos, certo? Esse tempo de “se soltar”, nada mais é que a necessidade que temos de encontrar padrões de comportamento comuns e segui-los. Ou seja, nós buscamos referências o tempo todo.

A necessidade da hipnose não-verbal em reconhecer os movimentos naturais dos seres humanos, está muito ligada à intenção de atingir essa referência prévia que todos nós temos a respeito dos padrões de comportamento e comunicação. Ao identificar a referência e conhecê-la é possível despertar as reações desejadas através da comunicação não-verbal.

O “rapport” obtido utilizando os estudos dos elementos da comunicação verbal é tão forte que cada mudança terapêutica acontece muito mais fácil e mais rapidamente do que com qualquer outro método. Por isso a tentativa de explicar com ciência seu caráter pouco conhecido permite a disseminação de técnicas concretas para a prática. É desse modo que o cientista Giancarlo Russo tenta, em seus cursos, trabalhar.

Oportunidade de Formação no Brasil

Reconhecido pela Sociedade Brasileira de Hipnose, o Curso Hipnose Não Verbal Aplicada irá acontecer no Brasil. Ele conta com certificação nacional e internacional. Desse modo, podendo ser utilizada como comprovação da participação e conhecimento da técnica em qualquer lugar no mundo.

Serão 3 dias de evento, 14, 15 e 16 de Outubro em São Paulo, com direito a entrada em clubes de descontos para cursos futuros. Para participar da formação é necessário realizar uma inscrição prévia no site do Hipnose Institute, que está responsável pela organização da formação.

Você pode fazê-la em:

https://hipnoseinstitute.org/agenda/hipnose-nao-verbal

Os contatos para mais informações podem ser feitos através do Whatsapp, Ligação, Email ou Chat do HI.

Para ligação e mensagens de Whatsapp entre em contato nos números (31) 9 7364 4476 | (31) 9 9362 4364 (Clique nos números para abrir a conversa no aplicativo)

LEIA:  Hipnose Clínica: 6 exemplos de como ela ajuda a tratar a depressão

 

Você também pode enviar e-mails para thais@hipnoseinstitute.org e erika@hipnoseinstitute.org

 

Ou mandar mensagens através do facebook: em https://www.facebook.com/hipnoseinstitute.org/

Esse texto representa um material didático que tem como único objetivo levar informação a possíveis formadores de opinião e responsáveis pela saúde mental e física das pessoas. Comportamentos prejudiciais como esse são assuntos de saúde pública e devem ser tratados como tal, com a seriedade necessária para que consigam ser identificados por pessoas capacitadas. Se você está precisando de ajuda ou se conhece alguém que queira ajudar, procure um profissional qualificado em sua região. Em caso de urgência e risco de vida, o Centro de Valorização da Vida (CVV) fornece atendimentos rápidos pelo site www.cvv.org.br e telefone, discando 141. Buscar ajuda é sempre a melhor opção.

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